terça-feira, 5 de setembro de 2017



10- A ORAÇÃO E O JEJUM




Quando eles se reuniram em Mispá, tiraram água e a derramaram perante o SENHOR. Naquele dia jejuaram e ali disseram: “Temos pecado contra o SENHOR”. E foi em Mispá que Samuel liderou os israelitas como juiz. 1 Sm 7.6
Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. At 13.2
Na Palavra de Deus, o jejum está ligado à abstenção de alimentos para finalidades espirituais, e normalmente aparece vinculado à oração. Era prática comum, observada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Não é greve de fome com o fim de barganhar com Deus e “merecer” sua bênção. Não é dieta para propósitos físicos. O jejum é para concentrar-nos em objetivos espirituais.
Muitas pessoas não gostam do jejum porque o associam a práticas ascéticas extremistas da Idade Média, ao farisaísmo, a algum tipo de penitência, ou simplesmente porque têm medo de sofrer problemas físicos como dores de cabeça, fraqueza ou tonturas. São pensamentos de engano que o inimigo insiste em colocar em nossa mente.
Na verdade, o fato é que o jejum é extremamente benéfico para a vida do crente. Jesus não só praticou o jejum, Mt 4.2, como também incentivou a sua prática; ele revelou a verdadeira motivação para o jejum em Mt 6.16-18. Assim, o jejum deve ser prática constante na vida do crente, como o são a oração e a leitura da Palavra.
Há três formas principais de jejum na Bíblia: (1) o Jejum “Normal” caracterizado pela abstenção de alimentos, mas não de água; (2) o Jejum “Absoluto” em que há abstenção de alimentos e de água, sendo que para este tipo de jejum existem sérias restrições médicas; (3) o Jejum “Parcial”, no qual a abstenção dos alimentos é parcial. Quanto à duração, nas Escrituras encontramos jejuns de vários períodos de duração. É desejável que se defina previamente o tempo do jejum, começar e acabar progressivamente.
É também na Palavra que vemos diversas situações ligadas ao jejum. A profetisa Ana adorava o Senhor com jejuns e orações, Lc 2.37. Esdras apregoou um jejum para que o povo de Israel se humilhasse perante Deus, Ed 8.21. Para confessar os seus pecados, esse mesmo povo jejuou, Ne 9.1-2. A igreja primitiva orava e jejuava, buscando intensamente o Altíssimo, para tomar decisões e transferir poder, At 14.23. Jesus jejuou antes de enfrentar a tentação de Satanás, Mt 4.2, e declarou aos seus discípulos que certas castas de demônios só são expelidas pelo poder da oração e do jejum em Mt 17.21.
O jejum traz o Senhor para o primeiro plano de nossa vida e nos aproxima dele. Eu me abstenho daquilo que é mais importante e básico, como comida e bebida, para poder buscar a Deus. O jejum mortifica a nossa carne; alimenta o nosso espírito, Rm 8.13; aguça nossos sentidos espirituais, Dn 10.7. Entretanto, não podemos pensar que o jejum tenha poder de mudar o Altíssimo ou forçá-lo a fazer algo que ele já tenha dito que não faria. Inclusive, ele não se agradou de um jejum oferecido pelo povo de Israel porque foi feito com a motivação totalmente errada, Is 58.1-12.
Mahesh Chavda, em seu livro “O Poder Secreto do Jejum e da Oração”, aponta nove razões pelas quais jejuamos:
(1) Por obediência à Palavra; (2) Para humilhar-nos diante do Senhor e obter sua graça e poder; (3) Para obtermos vitória sobre tentações e ataques que nos impedem de mover-nos no poder de Deus; (4) Para purificar-nos do pecado e tornar-nos aptos para ajudar outros a se consagrar; (5) Para quebrantar-nos diante do Senhor e fortalecer-nos nele; (6) Para obter do Senhor o suporte necessário para executar sua obra; (7) Por causa de crises; (8) Para buscar a direção do Pai; (9) Para crescermos no entendimento espiritual e revelação divina.

 “21 Dias de Clamor

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