terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dia 21 – ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO

 
 
ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO
Extraído do Prefácio do Livro de mesmo nome do Pr. Paul Yong Cho 
Mas a igreja orava intensamente a Deus por ele. At 12.5
… Quando iniciei meu ministério pastoral em 1958, fui trabalhar em Dae Jo Dong, um lugarejo pobre nas proximidades de Seul. Armei ali uma barraca velha, que fora do exército dos Estados Unidos, e me pus a pregar. Lembro-me muito bem de que morava na própria barraca, e passava as noites em oração. Nas frias noites de inverno, eu me cobria de diversos cobertores, e ficava a orar durante muitas horas, deitado perto do púlpito. Pouco depois, outros membros de nossa pequena igreja passaram a orar comigo. Em pouco tempo, já havia mais de cinquenta pessoas passando a noite em oração, Foi assim que iniciei meu ministério.
E foi nesta fase de formação espiritual que aprendi o que era o ministério de intercessão. Embora eu vá abordar aqui esta faceta especial da oração, é importante que compreendamos que nossa intercessão deve ser, em primeiro lugar, em favor do povo de Deus, e, por último, por nós mesmos.
Aprendemos não apenas a orar, mas também a viver em oração. Jesus ordenou que orássemos sem cessar. Mas isso é impossível para quem não está interessado em avivamento. Quem tem no coração aquele anseio de que almas sejam salvas e de que sua pátria se converta a Deus deve ter a oração como um imperativo.
Nossa reunião de oração tem início às cinco da manhã, e isso não se dá apenas em nossa igreja, mas na maioria das igrejas coreanas. Geralmente oramos uma ou duas horas e só depois deste período de oração é que começamos as tarefas do dia. E como a oração é o fator mais importante de nossa vida, aprendemos também a nos deitar cedo. Às sextas-feiras, passamos a noite toda em oração. Muitos dos que nos visitam ficam surpresos ao ver a igreja lotada para estas reuniões noturnas.
(…)  Houve uma ocasião em que havia cerca de vinte mil pessoas jejuando e orando no “Monte da Oração”. Mas normalmente são três mil pessoas nos dias de semana e dez mil nos finais de semana. Por que tantas pessoas vão ao “Monte da Oração” para orar e jejuar? Será que nossos crentes não têm coisa melhor para fazer? Minha resposta para estas perguntas é simples e direta.
Se você ou um membro de sua família estivesse com câncer, e soubesse que há cura, não faria o que fosse necessário para obter a cura? Pois há inúmeras pessoas sofrendo de câncer físico e espiritual. Descobrimos que as riquezas materiais não proporcionam a felicidade e a satisfação que pensávamos que nos trariam. A solução para os problemas físicos e espirituais é a cura. Já percebemos que nossas necessidades são resolvidas em uma cidade totalmente dedicada à oração e ao jejum. É por isso que tantas pessoas vêm aqui (…)
(…) Geralmente tenho muitos problemas para resolver no decorrer do dia. E sempre oro antes de fazer ou dizer qualquer coisa. Essa é a diferença entre agir e reagir. Estudando a vida de Cristo, observo que ele sempre agia e nunca reagia. Reagir implica permitir que as pessoas, situações e circunstâncias ganhem o controle de tudo. Agir implica estar no controle da situação. Até mesmo quando Cristo estava sendo julgado perante Pilatos, o governador romano, era ele quem estava no controle das circunstâncias.
O que faço para não reagir às situações é procurar descobrir qual é a intenção de Deus para cada situação que se me apresenta. Vivendo constantemente em oração, sei que tenho a mente de Cristo. Assim, quando tomo uma decisão, sei que é da vontade dele  e fico forme, na certeza de que estou agindo como ele agiria.
Na parte da tarde, fico a sós com meu querido Senhor e Salvador Jesus Cristo e passo algum tempo em comunhão com ele. Parece-me que ultimamente ele me tem afastado um pouco das atividades. Ele quer passar um tempo a sós comigo. Sei que, se atender ao desejo dele, ele me dará tempo suficiente para atender às minhas responsabilidades como pastor da maior igreja do mundo. Às vezes ouço-o chamar-me no meio das atividades do dia, e tenho de atender. Nunca sei quando vou ser afastado momentaneamente do trabalho com o povo dele, para me dedicar somente a ele. Entretanto, sei o que tem primazia para mim. A dedicação a ele vem antes de meu trabalho com o seu povo.
(…) Os pastores e evangelistas estão sempre me perguntando o que podem fazer na igreja deles para obter o mesmo crescimento a que estamos acostumados na Coreia. Contudo, logo após os cultos, eles saem para jantar fora e passam muitas horas em companhia de outras pessoas. Pela manhã estão cansados demais para orar. Há muitos anos que observo isso, em diversas partes do mundo, e então resolvi escrever este livro. Espero que aqueles que amam a Deus passem a levar a sério a ideia de um avivamento, para que aceitem com seriedade sua prática de oração.
Em nossa igreja, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, em Seul, instruímos os novos convertidos a respeito da oração. Contudo, se eu não orasse, eles não orariam também. Já que a maioria deles chega ao conhecimento de Cristo por meio dos vinte mil minigrupos, ali mesmo recebem ensinamento com relação à suprema importância da oração.
(…) Em nossa igreja, estamos completamente comprometidos com a busca do avivamento e o crescimento da igreja até a segunda vinda de Jesus Cristo.
Em 1982, ganhamos 110 mil pessoas para o Senhor. Desses, só conseguimos absorver cerca de sessenta mil em nosso meio. Assim sendo, demos as outras igrejas evangélicas um total de cinquenta mil novos membros.
Em 1983, tivemos um total de cento e vinte mil novos convertidos. Por que tantas pessoas são salvas numa só igreja? É que já percebemos a importância de se cultivar e manter uma vida de oração. Se pararmos de orar, o avivamento se desvanecerá. Se continuarmos a orar, acredito que toda a Coreia pode ser salva.
Estou firmemente convencido de que esse tipo de avivamento pode ocorrer em sua igreja, leitor. Não existe campo difícil demais para o Espírito Santo. Não há igreja que esteja totalmente morta. Não existem países fechados para o evangelho. O segredo de tudo é a oração.

“21 Dias de Clamor 

Dia 15 – FECHANDO BRECHAS

 
 
Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda a sua extensão chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho. Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles. Ne 4.6-9
A nação de Israel havia se afastado de Deus e se voltado para a idolatria. Depois de inúmeras advertências dos profetas, Jerusalém foi invadida e destruída, e o povo foi levado cativo para a Babilônia. O cativeiro durou 70 anos, como fora profetizado por Jeremias. No ano 538 A.C., Ciro, rei da Pérsia, permitiu ao povo regressar e iniciar a reconstrução do templo.
O livro de Esdras trata basicamente da reconstrução do templo. O de Neemias trata da reconstrução dos muros e portas da cidade. Nesses livros, as palavras mais citadas são: edificar, reedificar, restaurar.
Neemias significa “aquele a quem Jeová conforta”. Ele tipifica o Espírito Santo, intercedendo por nós e nos dirigindo para que a obra divina na nossa vida seja completada. Quando Neemias soube do estado de Jerusalém, buscou ajuda do Senhor em oração. Por quê? Porque Jerusalém era o lugar onde ficava o templo de adoração ao Senhor, a morada do grande Deus. O nome do Senhor estava nela. E o estado daquela cidade era motivo de vergonha.  Somos como Jerusalém: templos do Senhor – e o templo já estava reconstruído – , lugar de sua habitação – carregamos o seu nome. O Pai deseja a nossa restauração e libertação, individualmente e como igreja. Entretanto, uma cidade sem muros está sujeita à invasão do inimigo; está sem controle. Antes de qualquer ação no interior da cidade, os muros precisavam ser fechados.
Espiritualmente falando, reconstruir os muros significa fechar as brechas que dão aos espíritos malignos base legal para atuar em nossa vida. A reconstrução é muitas vezes chamada de libertação. Segundo o Pr. Coty, “a libertação tem por finalidade zerar todo o crédito de injustiça acumulado pessoalmente e por herança. É o processo de emudecer qualquer acusação ou perseguição satânica, viabilizando uma atmosfera espiritual fértil”. E a estratégia para isso engloba arrependimento e confissão de pecados, não só nossos, mas também de nossos pais, e a aplicação eficaz do sangue de Jesus. O tratamento envolve as chamadas quebras de maldições. Sua essência é a santificação. Glória a Deus que todas as brechas existentes em nossa vida podem ser fechadas pelo sangue de Jesus.
O texto de Neemias 4 mostra que algo precisa acompanhar a reconstrução dos muros. Os inimigos ficaram furiosos quando souberam que os reparos estavam avançando e as brechas estavam sendo fechadas. Planejaram atacar a cidade e causar confusão. Então os israelitas tomaram duas atitudes:
a)  Colocaram guardas para proteção de dia e de noite: Devemos vigiar. A Bíblia faz, por várias vezes, advertências para que estejamos vigiando. Jesus, no Getsêmani, disse aos discípulos: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca, Mc 14.38. Pedro nos alerta quanto aos ataques do Diabo: Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar, 1 Pe 5.8. Não devemos temer nosso adversário, mas sim ignorar suas intenções e armadilhas, 2 Co 2.11.
b)  Oraram a Deus:Além de colocar guardas em vigília ininterrupta, os israelitas não abriram mão do clamor ao Senhor. Eles tinham a convicção de que sem a intervenção do Altíssimo aquela obra não seria concluída. Por isso, eles oraram incessantemente.
O Senhor deseja que todas as brechas que possam existir em nossa vida sejam completamente fechadas, em nome de Jesus.

“21 Dias de Clamor 


10- A ORAÇÃO E O JEJUM




Quando eles se reuniram em Mispá, tiraram água e a derramaram perante o SENHOR. Naquele dia jejuaram e ali disseram: “Temos pecado contra o SENHOR”. E foi em Mispá que Samuel liderou os israelitas como juiz. 1 Sm 7.6
Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. At 13.2
Na Palavra de Deus, o jejum está ligado à abstenção de alimentos para finalidades espirituais, e normalmente aparece vinculado à oração. Era prática comum, observada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Não é greve de fome com o fim de barganhar com Deus e “merecer” sua bênção. Não é dieta para propósitos físicos. O jejum é para concentrar-nos em objetivos espirituais.
Muitas pessoas não gostam do jejum porque o associam a práticas ascéticas extremistas da Idade Média, ao farisaísmo, a algum tipo de penitência, ou simplesmente porque têm medo de sofrer problemas físicos como dores de cabeça, fraqueza ou tonturas. São pensamentos de engano que o inimigo insiste em colocar em nossa mente.
Na verdade, o fato é que o jejum é extremamente benéfico para a vida do crente. Jesus não só praticou o jejum, Mt 4.2, como também incentivou a sua prática; ele revelou a verdadeira motivação para o jejum em Mt 6.16-18. Assim, o jejum deve ser prática constante na vida do crente, como o são a oração e a leitura da Palavra.
Há três formas principais de jejum na Bíblia: (1) o Jejum “Normal” caracterizado pela abstenção de alimentos, mas não de água; (2) o Jejum “Absoluto” em que há abstenção de alimentos e de água, sendo que para este tipo de jejum existem sérias restrições médicas; (3) o Jejum “Parcial”, no qual a abstenção dos alimentos é parcial. Quanto à duração, nas Escrituras encontramos jejuns de vários períodos de duração. É desejável que se defina previamente o tempo do jejum, começar e acabar progressivamente.
É também na Palavra que vemos diversas situações ligadas ao jejum. A profetisa Ana adorava o Senhor com jejuns e orações, Lc 2.37. Esdras apregoou um jejum para que o povo de Israel se humilhasse perante Deus, Ed 8.21. Para confessar os seus pecados, esse mesmo povo jejuou, Ne 9.1-2. A igreja primitiva orava e jejuava, buscando intensamente o Altíssimo, para tomar decisões e transferir poder, At 14.23. Jesus jejuou antes de enfrentar a tentação de Satanás, Mt 4.2, e declarou aos seus discípulos que certas castas de demônios só são expelidas pelo poder da oração e do jejum em Mt 17.21.
O jejum traz o Senhor para o primeiro plano de nossa vida e nos aproxima dele. Eu me abstenho daquilo que é mais importante e básico, como comida e bebida, para poder buscar a Deus. O jejum mortifica a nossa carne; alimenta o nosso espírito, Rm 8.13; aguça nossos sentidos espirituais, Dn 10.7. Entretanto, não podemos pensar que o jejum tenha poder de mudar o Altíssimo ou forçá-lo a fazer algo que ele já tenha dito que não faria. Inclusive, ele não se agradou de um jejum oferecido pelo povo de Israel porque foi feito com a motivação totalmente errada, Is 58.1-12.
Mahesh Chavda, em seu livro “O Poder Secreto do Jejum e da Oração”, aponta nove razões pelas quais jejuamos:
(1) Por obediência à Palavra; (2) Para humilhar-nos diante do Senhor e obter sua graça e poder; (3) Para obtermos vitória sobre tentações e ataques que nos impedem de mover-nos no poder de Deus; (4) Para purificar-nos do pecado e tornar-nos aptos para ajudar outros a se consagrar; (5) Para quebrantar-nos diante do Senhor e fortalecer-nos nele; (6) Para obter do Senhor o suporte necessário para executar sua obra; (7) Por causa de crises; (8) Para buscar a direção do Pai; (9) Para crescermos no entendimento espiritual e revelação divina.

 “21 Dias de Clamor