quarta-feira, 27 de março de 2019

Jejum

JEJUM




ADVERTÊNCIAS SOBRE O JEJUM

 

Jejuar não salva.

“9 ¶ E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14 Digo-vos que este [publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele[fariseu]; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (Lc 18:9-14 ACF)

Nesta parábola, o Senhor Jesus Cristo ensina que a salvação não pode ser alcançada por obras religiosas e boas intenções. O auto-elogiado fariseu deixou o templo numa condição não salva diante de Deus. O publicano arrependido foi salvo por se humilhar e buscar a misericórdia de Deus. Cristo não está trazendo luz aqui sobre a importância de jejuar, mais do que Ele traz luz sobre a importância de dizimar. Mas nem jejuar, nem dizimar, nem outro dever religioso podem justificar um homem diante de um Deus santo.

Não se deve jejuar para se exibir.

“16 ¶ E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, 18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt 6:16-18 ACF) 

Deus odeia religião hipócrita, que é a tentativa do homem de parecer santo diante dos outros homens sem possuir a verdadeira santidade diante de Deus. Nesta passagem, Cristo recusa o tipo de jejum feito com o objetivo de parecer espiritual diante dos homens. Ainda, Ele não traz luz sobre a própria prática do jejum, quando feito adequadamente. De fato, Ele tem como garantido que Seus seguidores jejuarão. Ele não disse: “Se vós jejuares”, mas “QUANDO jejuares”. E Ele faz uma maravilhosa e definida promessa que os que praticam o jejum bíblico serão recompensados abertamente por Deus Pai.

Jejuar não deve ser um ritual religioso.

Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.” (Lc 18:12 ACF)

Esta é a declaração de um fariseu que praticava a religião numa tentativa de se justificar diante de Deus. Ele observava um período regular de jejum. No entanto, em nenhuma passagem a Bíblia requer tal prática. O jejum não deve ser simplesmente um ritual a ser observado uma vez por semana, ou uma vez ao mês ou antes da Ceia do Senhor, etc. O jejum é algo a ser praticado [somente] quando surge uma necessidade especial e quando o Espírito Santo inspira.

O jejum é inaceitável e sem efeito sem um direto relacionamento com Deus

“3 ¶ Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho. 4 Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR? 6 Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? 7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? 8 ¶ Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda. 9 Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;” (Is 58:3-9 ACF)

“5 Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes? 6 Ou quando comestes, e quando bebestes, não foi para vós mesmos que comestes e bebestes?” (Zc 7:5-6 ACF) 

Deus repreende os jejuns hipócritas dos filhos apóstatas de Israel. Eles estavam obedecendo aos ditames da verdadeira religião, mas seus corações estavam longe de Deus e estavam vivendo em direta desobediência à Sua Lei. Nenhum dever religioso é aceitável diante de Deus que não proceda de uma vida regenerada e que não seja guiada pela Bíblia e pelo Espírito Santo.

O jejum bíblico não deve ser feito por questões de saúde física

Embora vários tipos de jejuns podem ou não promover melhor saúde, este não é o propósito da Bíblia para o jejum. Muitos livros cristãos populares enfatizam a importância de jejuar para o benefício físico, mas esse jejum não é bíblico Não podemos dizer se jejuar é bom ou não para a saúde e não podemos dizer se é correto ou errado jejuar por questões de saúde. Estamos dizendo simplesmente que a Bíblia não fala do jejum à luz da saúde.

Jejuar não é uma prática ascética

“20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: 21 Não toques, não proves, não manuseies? 22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; 23 As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” (Cl 2:20-23 ACF)

Houve falsos mestres em Colossos que promoviam a idéia de que a espiritualidade seria adquirida por várias práticas ascéticas, seguindo-se uma lista de podes e não podes, feita por homens. Isto incluía certas regras dietéticas especiais e o jejum, como meio de negar o corpo. Os monges católicos romanos e gregos ortodoxos de certas ordens praticam esse tipo de coisa. Eles se mantêm à parte da interação normal com as pessoas; seguem regras rígidas de trabalho, dieta e meditação; observam períodos regulares de jejum, solidão e silêncio; punem seus corpos de vários modos, alguns inclusive fustigando seus próprios corpos com varas. Esta vida ascética é entendida como meio pelo qual os indivíduos monges podem desenvolver sua salvação e se aproximar de Deus. Os sacerdotes hindus e budistas também praticam ascetismo numa tentativa de atingir níveis elevados de espiritualidade em seus falsos sistemas religiosos.

O apóstolo Paulo advertiu contra este tipo de coisa. Nem a salvação nem a espiritualidade são obtidas pelo ascetismo. Pode-se receber o perdão dos pecados e a vida eterna através de um salvítico relacionamento com Cristo, através do arrependimento e da fé na morte de Cristo na cruz. E se cresce na prática da santidade andando na companhia de Cristo ressureto. Isto é o que o apóstolo Paulo lembrou aos cristãos de Colossos que estavam em perigo de serem iludidas pelos falsos ascetas. “8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; 9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; 10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade; 11 No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; 12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. 13 ¶ E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, 14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. 15 E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. 16 ¶ Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,” (Cl 2:8-16 ACF) 

O jejum é uma parte importante da vida e do ministério cristãos, mas devemos ter cuidado de não pensar que a espiritualidade vem através da punição do corpo e da observação de vários rituais e leis dietéticas. A espiritualidade vem da comunhão- companheirismo com Jesus Cristo.

O jejum não garante que a oração será atendida.

Em 2Sa 12 temos o registro de como Davi jejuou e orou procurando que Deus preservasse a vida do filho que ele concebeu do relacionamento adúltero com Betseba. Deus não respondeu à oração nem honrou o jejum de Davi naquele caso específico. Isso nos lembra que jejuar, enquanto uma prática importante na guerra espiritual, não é uma garantia de que obteremos o que desejamos de Deus. A oração fervorosa junto com o jejum muitas vezes resulta na resposta que se busca de Deus, mas não é garantia absoluta. Deus é sempre soberano para responder à oração e devemos sempre nos submeter à Sua vontade.

Jejuar é um assunto pessoal.

Jejuar é importante e útil na vida e no serviço cristão, mas não é algo que possa ser ordenado [ou induzido] [por outra pessoa] e não é algo pelo qual devemos julgar a condição espiritual de outros. O voto nazireu é uma ilustração disto. Deus não exigiu que o povo fizesse voto nazireu (exceto em poucos casos incomuns, como o de Sansão, Samuel e João Batista). Era um voto de livre arbítrio que um indivíduo fazia a Deus, além dos deveres requeridos pela Lei. O jejum tem essa natureza.



A IMPORTÂNCIA DE JEJUAR

A importância de jejuar é vista nas inúmeras referências positivas no Antigo e Novo Testamentos. Há 30 exemplos positivos, comandos e instruções na Escritura sobre o jejum:

Juízes 20:26 -- Israel jejuou pela vitória na guerra.

I Samuel 1:6-7 -- Ana jejuou para ter um filho.
I Samuel. 7:6 -- Israel jejuou por [causa de] arrependimento.
1 Samuel. 31:13 -- Os homens de Jabez Gilead jejuaram lamentando por Saul.
2 Samuel. 1:12 -- David e seus homens jejuaram lamentando-se por Saul, Jônatas e os decaídos de Israel. 
2 Samuel. 12 -- David jejuou pedindo misericórdia por seu filho [nascido de Bate-Seba].
1 Reis 21:27 -- Acabe jejuou [pedindo] por misericórdia.
2 Crônicas 20:3 -- Jeosafá e Israel jejuaram [pedindo] por ajuda e proteção
Esdras 8:21-23 -- Esdras e o povo jejuaram [pedindo] por ajuda e proteção 
Neemias 1:4 -- Neemias jejuou e se lamentou [pedindo] por ajuda a Jerusalém.
Neemias 9:1,2 -- Israel jejuando em lamento e arrependimento.
Ester 4:16 -- Ester e amigos jejuaram [pedindo] por vitória.
Ester 9:3 -- Jejuar é mencionado como tendo tido um papel na vitória.
Salmos 35:13,14 -- Jejuar em oração e lamentação.
Salmos 69: 10,11 --  Jejuar em oração e lamentação.
Isaías 58:6-8 -- O jejum que agrada a Deus.
Jeremias 36:9 -- Israel jejuou [pedindo] por misericórdia.
Joel 1:14; 2:12,15 -- Deus ordenou jejum e arrependimento.
Jonas 3:5 -- Os ninevitas jejuaram em arrependimento [pedindo] por misericórdia.
Daniel 9:3 -- Daniel jejuou [pedindo] por sabedoria.
Mateus 4:2 -- Jesus jejuou quando tentado no deserto.
Mateus 6:17-18 -- Jesus prometeu que o Pai abençoaria o jejum.
Mateus 9:14-15 -- Jesus disse que seus discípulos jejuariam.
Mateus 17:21 -- O jejum é necessário para vencer algumas forças demoníacas.
Marcos 9:29 --  O jejum é necessário para vencer alguns baluartes demoníacos.
Lucas 2:37 -- Jejuar era parte do serviço [prestado por] Ana a Deus.
Atos 13:2 -- O jejum era parte do ministério dos servos [de Cristo] em Antioquia.
Atos 13:3 -- A ordenação [de pastores] era acompanhada por jejum.
Atos 14:23 --  A ordenação [de pastores] era acompanhada por jejum.
1 Coríntios 7:5 -- O jejum e a oração são a única razão adequada para a abstinência no relacionamento conjugal.
2 Coríntios 6:5 -- O jejum foi um modo como Paulo se aprovou como um ministro de Jesus Cristo.
2 Coríntios 11:27 -- Paulo jejuava com freqüência.

Esses exemplos e instruções sobre o jejum não podem ser considerados superficialmente. Sabemos que os exemplos das Escrituras são tão importantes quanto seus comandos diretos. 

--1Co 10:11; Rom 15:4 -- e esses versos falam especificamente dos exemplos do Antigo Testamento. O Senhor Jesus Cristo é nosso Padrão (1Pe 1:21). O jejum de Cristo durante suas tentações no deserto é nosso exemplo, assim como Suas orações durante as tentações no jardim são nossos exemplos. Também sabemos que o apóstolo Paulo deve ser imitado - Flp 3:17; 4:9. Paulo coloca diante de nós o exemplo de jejum freqüente (2Cor 11:27).

O simples fato de que o Espírito Santo coloca diante do povo de Deus tantos exemplos positivos sobre o jejum, em si revela a importância de sua prática espiritual.

Jejum é um dos modos pelos quais um ministro de Cristo se aprova 
“4 Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, 5 Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,” (2Co 6:4-5 ACF)

Aqui, o jejum é mencionado lado a lado com coisas como paciência, pureza e conhecimento. Paulo obviamente considera o jejum como uma parte muito importante do ministério.

O Senhor Jesus fez uma promessa definida sobre o jejum

Quando alguém jejua da maneira adequada por uma razão adequada, “17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, 18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt 6:17-18 ACF). Esta é uma das promessas mais maravilhosas na Bíblia e não pode ser desconsiderada superficialmente. Deus não faria tal promessa se Ele não considerasse o jejum importante. Cristo nunca desencorajou o jejum adequado. Ele condenou e corrigiu falsas práticas, mas Ele nunca desencorajou o jejum das Escrituras. De fato, Ele tinha como garantido que Seus seguidores jejuariam. Em Mat 6:17, Ele não disse “Tu ... SE jejuares”. Ele disse: “Tu ... QUANDO jejuares

O Senhor Jesus disse muito claramente que Seus discípulos JEJUARIAM após Sua partida da terra.

“14 ¶ Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? 15 E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.” (Mt 9:14-15 ACF)

Jesus nunca desencorajou o jejum. Ele o praticou e disse a Seus seguidores que o praticassem. Como todos os aspectos da vida espiritual, Cristo corrigiu as falsas idéias e abusos que rodeavam o jejum, mas Ele não o desencorajou nem o tratou como algo menos importante.

Os servos escolhidos de Deus praticaram o jejum através dos séculos

Se o jejum fosse desnecessário ou pouco importante, a melhor parte do povo de Deus se iludiu enormemente em seu pensamento! Observe a mãe de Samuel jejuando enquanto outros festejavam (1Sa 1:6-7). Observe David, o homem segundo o coração de Deus, jejuando.Observe Esdras, Neemias, Ester e Mardoqueu, o rei Josafá, Daniel, Samuel, Ana, a profetisa, Paulo, todos jejuando. Observe o Senhor Jesus Cristo, Deus manifesto na carne, jejuando. Os cristãos de hoje que praticam o jejum por razões bíblicas estão em excelente companhia! É óbvio que o povo de Deus de todas as épocas que jejuaram sabiam de algo que os de hoje que não jejuam, ou que dizem que jejuar é desnecessário, ou que relegam a prática ao Antigo Testamento ou a um costume judaico, não sabem.

Jejuar e orar é a única prática espiritual que pode interferir com o aspecto físico do relacionamento conjugal. 

“1 ¶ Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; 2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. 3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. 4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” (1Co 7:1-5 ACF) 

Deus adverte que os maridos e esposas devem cuidar de atender as necessidades físicas um do outro. Esta é uma das funções divinamente ordenadas do casamento: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1Co 7:2 ACF). Só uma coisa permite a quebra do relacionamento sexual regular entre os casais casados: e isto é o jejum e a oração. Novamente, notamos que a Bíblia não ordena que os cristãos jejuem mas entende como garantido que eles o farão e estabelece regras para a prática.

O jejum é essencial para a quebra de certos baluartes demoníacos.

“18 E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. 19 Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 20 E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. 21 Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” (Mt 17:18-21 ACF) 

Isto podia levantar a questão de se jejuar ou não é uma parte importante da vida cristã. O Senhor Jesus disse que esta é uma parte importante da guerra espiritual e aqueles que guerreiam contra os baluartes satânicos sabem que isto é um fato! Há realmente baluartes demoníacos que não podem ser quebrados por NADA além de orar E jejuar.



QUANDO DEVEMOS JEJUAR?

1. Jejue quando fortemente tentado (Mat 4:2).
2. Jejue quando a sabedoria é ansiosamente desejada (Dan 9:3).
3. Jejue quando a ajuda e a proteção são necessárias (Esd 8:21-23; 2Cro 20:3; Jer 36:9).
4. Jejue quando é desejada a vitória sobre baluartes demoníacos (Mat 17:21; Mac 9:29). 
5. Jejue quando é desejada a vitória sobre situações que parecem impossíveis (Est 4:10-17; 9:31; Nee 1:4).
6. Jejue quando algo é ansiosamente desejado de Deus e a resposta não veio só pela oração (Isa. 1:6-7). 
7. Jejue quando lamentando por entes queridos ou pela defesa do povo de Deus (2Sa 1:12).
8. Jejue quando novos ministros foram consagrados, e quando os homens saem a proclamar a Palavra de Deus, e contra os inimigos espirituais (Ato 13:2-3; 14:23). 
9. Jejue quando envolvido em ministério espiritual (2Co 6:5; 11:27)
10. Jejue durante períodos de arrependimento especial, confissão, e reavivamento (Joel 1:14; 2:12; 2:15; Nee 9:1-2).



POR QUE JEJUAR É IMPORTANTE?

Jejuar é importante por causa das lutas espirituais (Mat 17:21).
Quando jejuamos, não estamos forçando Deus a fazer algo, mas estamos resistindo a forças e baluartes sobrenaturais. Alguém pode dizer: “Por que isto é necessário, se Cristo tem todo o poder”? Não sei a resposta a esta questão, mas sei o que Cristo disse: “Este tipo não vai embora senão por oração e jejum.”

Jejuar demonstra o fervor e desejo do coração (Heb11:6).

Deus vê o coração dos homens, mas a Bíblia diz que Ele requer evidência clara do desejo dos corações. “Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.” (Jl 2:12 ACF)

Isto é visto na oferta de Isaque por Abraão. Deus sabia que Abraão O obedeceria e Lhe daria seu filho amado, Mas Ele exigiu que Abraão desse seqüência ao ato até o ponto de mergulhar sua faca em Isaque. Só então Deus disse: “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.” (Gn 22:12 ACF) 

Jejuar pode ser visto como um modo de evidenciar o fervor e a sinceridade de nossos corações para Deus em matéria de oração. Podemos dizer que coisas como jejum não são necessárias já que Deus conhece nossos corações, mas exemplos como o de Abraão e seu filho mostram que Deus exige a evidência de nossa fé e fervor.

Jejuar ajuda a manter o corpo sob sujeição 

“24 ¶ Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 26 Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” (1Co 9:24-27 ACF)
 
O corpo continuamente deseja seguir seu próprio caminho. Seus apetites clamam por preenchimento e o processo de jejum é em si uma subjugação dos apetites corporais. O apóstolo Paulo sabia que grandes batalhas são vencidas através da vitória sobre pequenos conflitos e as guerras são vencidas em batalhas individuais. Daniel tinha primeiro que conquistar os pequenos conflitos de seus próprios apetites corporais como um jovem antes de poder conquistar a batalha maior de se recusar a obedecer à solene lei do rei sobre a oração, como um ancião. A vitória tinha que ser ganha sobre o alimento antes da vitória sobre os leões.

Esta é uma razão porque tão poucos membros comparecem às reuniões de oração. Muito freqüentemente não tivemos vitória de oração em nossas vidas diárias. Muito freqüentemente não temos o hábito regular de subjugar a carne para servir ao Espírito. A Bíblia diz que Eli, o sacerdote, era gordo (1Sm 4:18). Ele não subjugava seu desejo corporal ao alimento rico. A temida verdade era que sua falta de cuidado na área dos alimentos se disseminava para cada área de sua vida e ministério. Ele permitiu que sua necessidade física de sono lhe impedisse de manter a lâmpada do tabernáculo acesa durante a noite. A lâmpada se apagava a cada noite embora devesse permanecer acesa. Sua falha em subjugar seu próprio corpo era semelhante e ligada à sua falha em disciplinar seus filhos. Deus disse que Eli amava as ofertas de gordura tanto quanto seus filhos fracos (1Sm 2:29). Eli não estava cometendo imoralidade com as mulheres à porta do tabernáculo como seus filhos estavam, mas seu amor insubmisso por alimento e facilidade foi pernicioso ao seu ministério. Eli devia estar jejuando e trabalhando ao invés de festejar e se sentar!



UM JEJUM BÍBLICO DURA QUANTO TEMPO?

A Bíblia não estabelece uma duração específica de tempo, para jejuar. Daniel jejuou 21 dias. Ester e Mardoqueu jejuaram 3 dias e 3 noites. O Senhor Jesus jejuou 40 dias no deserto. Mas freqüentemente a Bíblia simplesmente não diz quanto tempo as pessoas jejuaram. Não sabemos, por exemplo, por quanto tempo Esdras jejuou antes de iniciar a jornada para Jerusalém (Esd 8:21-23). Jejuar é assunto da liberdade individual sob a direção do Espírito Santo. Pode ser uma refeição ou várias refeições, conforme a necessidade da hora e a direção de Deus. Romanos 14 fala desse tipo de coisa e diz: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.” (Rm 14:5 ACF) 



O QUE É UM JEJUM BÍBLICO?

Novamente, não há diretrizes rígidas sobre jejum. No jejum de 21 dias de Daniel, sabemos que ele não comeu “nenhum pão agradável, nem carne, nem vinho” (Dan 10:3). Aparentemente, Daniel comeu alguma coisa, mas se absteve de comidas agradáveis. Deus não deu instruções específicas sobre jejum porque este é um assunto privado entre um indivíduo e o Senhor. Uma mãe que amamenta, por exemplo, não seria sábia se mantivesse sem alimento por período significativo, porque não somente ela depende desse alimento, mas também seu bebê. Deus prometeu: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” (Sl 32:8 ACF). Esta preciosa promessa se aplica ao jejum. Quando você deve jejuar? Por quanto tempo? Do que você deve se abster ao jejuar? Deus o guiará pessoalmente e claramente em todas essas coisas se você caminha em parceria com Ele.

Enquanto a Bíblia não descreve cada detalhe sobre o jejum, ela nos dá as seguintes diretrizes básicas, a seguir:

Abstinência de alimento e prazeres físicos normais(Dan 10:3; 1Co 7:5).
Observe novamente que Daniel não se absteve de alimento completamente, mas apenas de “pão agradável”. Neste exemplo vemos que há muitos modos de observar um jejum. Podemos nos abster completamente de todos os alimentos e bebidas ou nos abster apenas dos mais saborosos e prazerosos, como fez Daniel. O jejum das Escrituras é um assunto privativo e especial entre o indivíduo e Deus. Deus pode nos levar a observar um jejum de um modo num momento específico e de modo inteiramente diferente em outro momento. Algumas pessoas com problemas de saúde como o diabetes me perguntaram como podem jejuar. Acredito ser possível para tais pessoas jejuarem determinando diante de Deus se absterem de certos alimentos favoritos e prazeres durante um tempo específico.

Oração
“Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” (Mt 17:21 ACF).

O jejum bíblico está sempre ligado a uma atenção maior à oração e à comunhão com Deus. O jejum divorciado da oração não é um jejum bíblico. 

Confissão de pecados
“3 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 ¶ E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra.” (Dn 9:3-6; leia todo o capítulo). 

Exemplos bíblicos de jejum estão muitas vezes ligados a períodos de arrependimento especial e confissão de pecados.

Serviço a Deus (Is 58:6-8).
O jejum cristão é uma abstinência temporária de alimento e outros prazeres físicos para se concentrar num problema ou necessidade espiritual específica. Não é um ritual a ser realizado de maneira supersticiosa, esperando que o próprio ato de ficar sem alimento traria alguma forma de benção, mas é um período especial de devoção a Deus em oração e abstinência dos prazeres normais por um objetivo claro.



É IMPORTANTE JEJUAR?

Se jejuar é uma questão pessoal, algo não especificamente comandado por Deus, então é [o jejum] realmente importante? Não pode ele simplesmente ser deixado de lado? Não! O Senhor Jesus Cristo disse que há batalhas espirituais que não podem ser ganhas por NADA além de oração E jejum – não somente oração, mas oração E jejum. Isto significa que às vezes o jejum espiritual, bíblico é essencial para a vitória sobre o inimigo.

Paulo sem dúvida considerou o jejum essencial para a vitória no ministério e na vida. É duvidoso que ele tivesse alguma alegria estranha por ficar sem refeições.

O que ocorreria se tivéssemos que perguntar à Ana se o jejum é essencial? O que ela responderia? Claro que ela nos diria que jejuar é importante. Não foi através de oração com jejum que Deus lhe deu o filho que tanto ela ansiava?
E o que ouviríamos de Ester e Mardoqueu? Por que ela não convocou [apenas] uma reunião de oração ao invés de ter o aborrecimento de jejuar três dias e três noites? Sua resposta sem dúvida seria que só a oração nem sempre é suficiente. Há vitórias espirituais que não podem ser vencidas sem oração e jejum. 

Esdras também, acrescentaria seu Amém à verdade que às vezes o jejum é essencial para a vitória. Por que ele simplesmente não reuniu o povo no rio de Aava para [apenas] algumas horas de oração, sem o sacrifício do jejum? Aparentemente, ele sentiu que era necessário jejuar assim como orar por segurança na viagem através daquelas perigosas terras. “Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.” (Ed 8:23 ACF) 

Mas o que têm a ver esses eventos tão antigos com cristãos que vivem nesses tempos ocupados e modernos? “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.” (1Co 10:11 ACF)



AS TRADUÇÕES INGLESAS MODERNAS COMBATEM A DOUTRINA DO JEJUM

As novas versões fazem um estranho ataque contra o ensino do jejum no Novo Testamento. Embora permaneçam algumas referências ao jejum, várias referências significativas foram removidas.
Mateus 17:21 -- A  KJV “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” Este verso inteiro está omitido na Nova Versão Padrão Americana [NASV], a Versão Padrão Revisada [RSV], a Nova Versão Internacional [NIV],  Nova Bíblia em Inglês, a Bíblia de Jerusalém e a tradução de Philips. A Versão Atual em Inglês [TEV] coloca o versículo em colchetes.

Marcos 9:29 -- A KJV tem escrito: “E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.” O texto Grego da Sociedade Bíblica, e as novas versões baseadas nesse texto, omitem as palavras “e jejum”. Isto é fato na NIV, NASV, RSV, Bíblia Viva, Phillips, Nova Bíblia em Inglês e a Bíblia de Jerusalém.
 
Esses dois versículos sobre jejum não são as únicas referências à doutrina nas Escrituras, mas elas são as únicas referências que especificam e diretamente ensinam a importância de jejuar como um aspecto da guerra espiritual. Aqueles que lutaram batalhas espirituais contra os baluartes das trevas conhecem a preciosa verdade que Jesus está dizendo nessas passagens. A oração é um poderoso recurso espiritual, mas Há baluartes demoníacos que não podem ser quebrados somente pela oração sem o jejum. É um fato e é uma parte da Bíblia!

Remover essas referências da Bíblia é loucura e um mal. É o mesmo que remover parte do armamento essencial do equipamento de um soldado antes de enviá-lo à batalha.

A evidência textual que apóia essas referências sobre jejum é esmagadora. É amplamente um assunto da grande maioria do testemunho textual, por um lado (que apóia as leituras sobre o jejum) contra o testemunho, superficial, questionável, dos dois manuscritos preferidos por Westcott e Hort: Vaticanus e Sinaiticus.

Pessoalmente, eu exijo um testemunho muito mais forte que este, antes de permitir que alguém remova essas Escrituras abençoadas da minha Bíblia. De fato, você não as retirará da minha Bíblia, obrigado! Considero essas referências tão importantes espiritualmente que só a remoção dessas duas passagens me demonstram o erro de seguir os princípios textuais de Westcott-Hort que permitem que os manuscritos Sinaiticus e Vaticanus derrubem o testemunho de multidões de outros testemunhos. 

Há quatro passagens que falam sobre a doutrina do jejum que são removidas nas novas versões:


Atos 10:30 -- Aqui lemos na versão King James (e muitas das antigas traduções protestantes em vários idiomas) que Cornélio jejuava e orava. As novas versões, seguindo a direção do texto de Westcott-Hort, removeram a palavra "jejuando". Isto é fato para as versões RSV, NASV, NIV, Bíblia Viva, TEV, Nova Bíblia em Inglês, Bíblia de Jerusalém, a Nova Versão Berkeley e Phillips. 

1 Coríntios 7:5-- A KJV tem escrito: “Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” (1Co 7:5 ACF). Novamente, voltando-se contra a maioria dos testemunhos textuais, as novas versões removem o jejum dessa importante passagem. Isto é fato para todas as versões que verificamos, como mencionadas acima.  

2 Coríntios 6:5--Aquilo que está escrito na KJV, "jejum," foi mudado nas novas versões para “fome”. Obviamente, fome e jejum são duas coisas diferentes. Em 2Cor 11:27, onde o apóstolo Paulo dá uma lista de alguns aspectos do seu ministério, ele menciona ambos: fome e jejum. Vemos por isso que o Espírito Santo não está usando esses termos como sinônimos. Este, portanto, é um outro ataque à doutrina bíblica do benefício espiritual de jejuar.

2 Coríntios 11:27--A KJV tem escrito “jejuns freqüentes” é substituído nas novas versões por “freqüentemente sem alimento”. O comentário sobre 2Cor 6:5 acima, aqui também se aplica. Estar com fome e seguir sem alimento não têm que estar ligados à vida e guerra espiritual. Seguir sem alimento não é necessariamente jejuar. Mudar essa leitura sem uma avassaladora prova de que os tradutores da King James estavam errados – prova que os modernos tradutores não têm – é muito perigoso. Na KJV se lê: “em fome e sede, em jejuns freqüentes”. Uma clara distinção se faz entre o Paulo faminto (muitas vezes sofrendo por falta de alimento) e seus freqüentes jejuns espirituais. Se, nessas duas passagens, o Espírito Santo se refere às batalhas espirituais do apóstolo, ao jejum espiritual, o que é mais provável já que se faz uma distinção, então os tradutores modernos fizeram um grande mal removendo esse ensinamento em suas versões.

Quando a leitura desses seis versículos é feita em conjunto, aparece um padrão definido de ataque nos novos textos e versões gregas sobre a doutrina do jejum como uma arma espiritual. E isto é ainda mais sério diante do fato de que fomos alertados nas Escrituras de que a guerra espiritual vai crescer em intensidade à medida que se aproxima o retorno de Cristo. “3:1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” “3:13 Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.” (2Tm 3:1,13 ACF) . Não se iludam, queridos amigos cristãos, por aceitar uma versão da Bíblia que remova essas importantes armas espirituais da sua vida.

O fato é que HÁ baluartes demoníacos que não podem ser quebrados sem o jejum bíblico. Enquanto as igrejas estão festejando, o demônio opera ferozmente.

Já experimentamos esta verdade. Houve momentos em que estivemos a ponto de total desespero em nosso ministério no país idólatra do Nepal. Lembro-me dessa experiência no início de nosso trabalho lá. Parecia que uma escuridão impenetrável se mantinha diante de nós. Estávamos proclamando o Evangelho a alguns hindus que mostraram interesse. Muitos estavam vindo às reuniões e alguns fizeram profissão de fé. Mas nenhum idólatra se arrependeu dos seus pecados e de sua idolatria e nasceu de novo.

Os problemas estavam caindo sobre nós de várias origens, com potencial para dar fim ao nosso ministério naquela terra difícil. A associação ecumênica nacional levantou calúnia sobre nós e se reuniu para um total boicote ao nosso ministério. Nosso trabalho era ilegal e estávamos em perigo constante de ser condenados pelo governo de Nepal. Parecia que nosso desejo de estabelecer uma igreja que glorificasse a Jesus Cristo, em Nepal, nunca seria satisfeito.

Determinamos ter um tempo de oração com jejum. Era a primeira vez, realmente, que eu tinha praticado isto com intenção tão séria, e devo admitir que não achei fácil. Logo depois um amigo de Nepal veio à nossa casa e foi salvo em nossa sala, logo depois que o encontramos. Então ele levou um amigo a Cristo e esse amigo levou a irmã a Cristo. Todos eles mostraram evidência real de arrependimento. Eles pararam completamente com a idolatria e começaram a servir ao Senhor Jesus Cristo, apesar de muitas perseguições. Logo outros foram salvos, e o Senhor trouxe um evangelista fiel para juntar forças conosco como um muito necessário cooperador no ministério. Hoje, aquele grupo cresceu em meio a muita dificuldade e pobreza e se tornou uma viva igreja do Novo Testamento. Ela tem sua própria liderança, paga suas próprias contas, e tem uma zelosa visão evangelística missionária. Todos os primeiros convertidos ainda estão servindo ao Senhor, hoje, muitos em posições de liderança.

Oração com jejum é uma parte normal do ministério daquela igreja. A vitória teria sido ganha sem o jejum? Não conforme o testemunho do Filho de Deus. Ele disse: “Este tipo só vai embora com oração e jejum.”

Os obstáculos que enfrentamos naquela terra pagã eram obstáculos sobrenaturais. As Escrituras levantam as cortinas que escondem o reino sobrenatural de nossos olhos e identifica nosso adversário. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef 6:12 ACF)
 
Muitas outras ilustrações poderiam ser dadas, mas esta é suficiente. Vimos o que diz a Palavra de Deus. Vimos o exemplo do povo de Deus de todas as épocas. Vimos o exemplo do Filho de Deus. Devemos enfrentar essas coisas e perceber que o jejum espiritual é muito importante na vida de nosso ministério cristão e é uma prática urgentemente necessária em nossos dias.

Sentimos o poder do inimigo. Ouvimos seu temido rosnar. E acreditamos na advertência do Senhor Jesus Cristo e nos muitos exemplos das Escrituras infalíveis. O jejum espiritual é essencial.

Glória a Deus pela certeza da promessa da Bíblia: “17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, 18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt 6:17-18 ACF

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dia 21 – ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO

 
 
ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO
Extraído do Prefácio do Livro de mesmo nome do Pr. Paul Yong Cho 
Mas a igreja orava intensamente a Deus por ele. At 12.5
… Quando iniciei meu ministério pastoral em 1958, fui trabalhar em Dae Jo Dong, um lugarejo pobre nas proximidades de Seul. Armei ali uma barraca velha, que fora do exército dos Estados Unidos, e me pus a pregar. Lembro-me muito bem de que morava na própria barraca, e passava as noites em oração. Nas frias noites de inverno, eu me cobria de diversos cobertores, e ficava a orar durante muitas horas, deitado perto do púlpito. Pouco depois, outros membros de nossa pequena igreja passaram a orar comigo. Em pouco tempo, já havia mais de cinquenta pessoas passando a noite em oração, Foi assim que iniciei meu ministério.
E foi nesta fase de formação espiritual que aprendi o que era o ministério de intercessão. Embora eu vá abordar aqui esta faceta especial da oração, é importante que compreendamos que nossa intercessão deve ser, em primeiro lugar, em favor do povo de Deus, e, por último, por nós mesmos.
Aprendemos não apenas a orar, mas também a viver em oração. Jesus ordenou que orássemos sem cessar. Mas isso é impossível para quem não está interessado em avivamento. Quem tem no coração aquele anseio de que almas sejam salvas e de que sua pátria se converta a Deus deve ter a oração como um imperativo.
Nossa reunião de oração tem início às cinco da manhã, e isso não se dá apenas em nossa igreja, mas na maioria das igrejas coreanas. Geralmente oramos uma ou duas horas e só depois deste período de oração é que começamos as tarefas do dia. E como a oração é o fator mais importante de nossa vida, aprendemos também a nos deitar cedo. Às sextas-feiras, passamos a noite toda em oração. Muitos dos que nos visitam ficam surpresos ao ver a igreja lotada para estas reuniões noturnas.
(…)  Houve uma ocasião em que havia cerca de vinte mil pessoas jejuando e orando no “Monte da Oração”. Mas normalmente são três mil pessoas nos dias de semana e dez mil nos finais de semana. Por que tantas pessoas vão ao “Monte da Oração” para orar e jejuar? Será que nossos crentes não têm coisa melhor para fazer? Minha resposta para estas perguntas é simples e direta.
Se você ou um membro de sua família estivesse com câncer, e soubesse que há cura, não faria o que fosse necessário para obter a cura? Pois há inúmeras pessoas sofrendo de câncer físico e espiritual. Descobrimos que as riquezas materiais não proporcionam a felicidade e a satisfação que pensávamos que nos trariam. A solução para os problemas físicos e espirituais é a cura. Já percebemos que nossas necessidades são resolvidas em uma cidade totalmente dedicada à oração e ao jejum. É por isso que tantas pessoas vêm aqui (…)
(…) Geralmente tenho muitos problemas para resolver no decorrer do dia. E sempre oro antes de fazer ou dizer qualquer coisa. Essa é a diferença entre agir e reagir. Estudando a vida de Cristo, observo que ele sempre agia e nunca reagia. Reagir implica permitir que as pessoas, situações e circunstâncias ganhem o controle de tudo. Agir implica estar no controle da situação. Até mesmo quando Cristo estava sendo julgado perante Pilatos, o governador romano, era ele quem estava no controle das circunstâncias.
O que faço para não reagir às situações é procurar descobrir qual é a intenção de Deus para cada situação que se me apresenta. Vivendo constantemente em oração, sei que tenho a mente de Cristo. Assim, quando tomo uma decisão, sei que é da vontade dele  e fico forme, na certeza de que estou agindo como ele agiria.
Na parte da tarde, fico a sós com meu querido Senhor e Salvador Jesus Cristo e passo algum tempo em comunhão com ele. Parece-me que ultimamente ele me tem afastado um pouco das atividades. Ele quer passar um tempo a sós comigo. Sei que, se atender ao desejo dele, ele me dará tempo suficiente para atender às minhas responsabilidades como pastor da maior igreja do mundo. Às vezes ouço-o chamar-me no meio das atividades do dia, e tenho de atender. Nunca sei quando vou ser afastado momentaneamente do trabalho com o povo dele, para me dedicar somente a ele. Entretanto, sei o que tem primazia para mim. A dedicação a ele vem antes de meu trabalho com o seu povo.
(…) Os pastores e evangelistas estão sempre me perguntando o que podem fazer na igreja deles para obter o mesmo crescimento a que estamos acostumados na Coreia. Contudo, logo após os cultos, eles saem para jantar fora e passam muitas horas em companhia de outras pessoas. Pela manhã estão cansados demais para orar. Há muitos anos que observo isso, em diversas partes do mundo, e então resolvi escrever este livro. Espero que aqueles que amam a Deus passem a levar a sério a ideia de um avivamento, para que aceitem com seriedade sua prática de oração.
Em nossa igreja, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, em Seul, instruímos os novos convertidos a respeito da oração. Contudo, se eu não orasse, eles não orariam também. Já que a maioria deles chega ao conhecimento de Cristo por meio dos vinte mil minigrupos, ali mesmo recebem ensinamento com relação à suprema importância da oração.
(…) Em nossa igreja, estamos completamente comprometidos com a busca do avivamento e o crescimento da igreja até a segunda vinda de Jesus Cristo.
Em 1982, ganhamos 110 mil pessoas para o Senhor. Desses, só conseguimos absorver cerca de sessenta mil em nosso meio. Assim sendo, demos as outras igrejas evangélicas um total de cinquenta mil novos membros.
Em 1983, tivemos um total de cento e vinte mil novos convertidos. Por que tantas pessoas são salvas numa só igreja? É que já percebemos a importância de se cultivar e manter uma vida de oração. Se pararmos de orar, o avivamento se desvanecerá. Se continuarmos a orar, acredito que toda a Coreia pode ser salva.
Estou firmemente convencido de que esse tipo de avivamento pode ocorrer em sua igreja, leitor. Não existe campo difícil demais para o Espírito Santo. Não há igreja que esteja totalmente morta. Não existem países fechados para o evangelho. O segredo de tudo é a oração.

“21 Dias de Clamor 

Dia 15 – FECHANDO BRECHAS

 
 
Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, até que em toda a sua extensão chegamos à metade da sua altura, pois o povo estava totalmente dedicado ao trabalho. Quando, porém, Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode souberam que os reparos nos muros de Jerusalém tinham avançado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos juntos planejaram atacar Jerusalém e causar confusão. Mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles. Ne 4.6-9
A nação de Israel havia se afastado de Deus e se voltado para a idolatria. Depois de inúmeras advertências dos profetas, Jerusalém foi invadida e destruída, e o povo foi levado cativo para a Babilônia. O cativeiro durou 70 anos, como fora profetizado por Jeremias. No ano 538 A.C., Ciro, rei da Pérsia, permitiu ao povo regressar e iniciar a reconstrução do templo.
O livro de Esdras trata basicamente da reconstrução do templo. O de Neemias trata da reconstrução dos muros e portas da cidade. Nesses livros, as palavras mais citadas são: edificar, reedificar, restaurar.
Neemias significa “aquele a quem Jeová conforta”. Ele tipifica o Espírito Santo, intercedendo por nós e nos dirigindo para que a obra divina na nossa vida seja completada. Quando Neemias soube do estado de Jerusalém, buscou ajuda do Senhor em oração. Por quê? Porque Jerusalém era o lugar onde ficava o templo de adoração ao Senhor, a morada do grande Deus. O nome do Senhor estava nela. E o estado daquela cidade era motivo de vergonha.  Somos como Jerusalém: templos do Senhor – e o templo já estava reconstruído – , lugar de sua habitação – carregamos o seu nome. O Pai deseja a nossa restauração e libertação, individualmente e como igreja. Entretanto, uma cidade sem muros está sujeita à invasão do inimigo; está sem controle. Antes de qualquer ação no interior da cidade, os muros precisavam ser fechados.
Espiritualmente falando, reconstruir os muros significa fechar as brechas que dão aos espíritos malignos base legal para atuar em nossa vida. A reconstrução é muitas vezes chamada de libertação. Segundo o Pr. Coty, “a libertação tem por finalidade zerar todo o crédito de injustiça acumulado pessoalmente e por herança. É o processo de emudecer qualquer acusação ou perseguição satânica, viabilizando uma atmosfera espiritual fértil”. E a estratégia para isso engloba arrependimento e confissão de pecados, não só nossos, mas também de nossos pais, e a aplicação eficaz do sangue de Jesus. O tratamento envolve as chamadas quebras de maldições. Sua essência é a santificação. Glória a Deus que todas as brechas existentes em nossa vida podem ser fechadas pelo sangue de Jesus.
O texto de Neemias 4 mostra que algo precisa acompanhar a reconstrução dos muros. Os inimigos ficaram furiosos quando souberam que os reparos estavam avançando e as brechas estavam sendo fechadas. Planejaram atacar a cidade e causar confusão. Então os israelitas tomaram duas atitudes:
a)  Colocaram guardas para proteção de dia e de noite: Devemos vigiar. A Bíblia faz, por várias vezes, advertências para que estejamos vigiando. Jesus, no Getsêmani, disse aos discípulos: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca, Mc 14.38. Pedro nos alerta quanto aos ataques do Diabo: Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar, 1 Pe 5.8. Não devemos temer nosso adversário, mas sim ignorar suas intenções e armadilhas, 2 Co 2.11.
b)  Oraram a Deus:Além de colocar guardas em vigília ininterrupta, os israelitas não abriram mão do clamor ao Senhor. Eles tinham a convicção de que sem a intervenção do Altíssimo aquela obra não seria concluída. Por isso, eles oraram incessantemente.
O Senhor deseja que todas as brechas que possam existir em nossa vida sejam completamente fechadas, em nome de Jesus.

“21 Dias de Clamor 


10- A ORAÇÃO E O JEJUM




Quando eles se reuniram em Mispá, tiraram água e a derramaram perante o SENHOR. Naquele dia jejuaram e ali disseram: “Temos pecado contra o SENHOR”. E foi em Mispá que Samuel liderou os israelitas como juiz. 1 Sm 7.6
Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. At 13.2
Na Palavra de Deus, o jejum está ligado à abstenção de alimentos para finalidades espirituais, e normalmente aparece vinculado à oração. Era prática comum, observada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Não é greve de fome com o fim de barganhar com Deus e “merecer” sua bênção. Não é dieta para propósitos físicos. O jejum é para concentrar-nos em objetivos espirituais.
Muitas pessoas não gostam do jejum porque o associam a práticas ascéticas extremistas da Idade Média, ao farisaísmo, a algum tipo de penitência, ou simplesmente porque têm medo de sofrer problemas físicos como dores de cabeça, fraqueza ou tonturas. São pensamentos de engano que o inimigo insiste em colocar em nossa mente.
Na verdade, o fato é que o jejum é extremamente benéfico para a vida do crente. Jesus não só praticou o jejum, Mt 4.2, como também incentivou a sua prática; ele revelou a verdadeira motivação para o jejum em Mt 6.16-18. Assim, o jejum deve ser prática constante na vida do crente, como o são a oração e a leitura da Palavra.
Há três formas principais de jejum na Bíblia: (1) o Jejum “Normal” caracterizado pela abstenção de alimentos, mas não de água; (2) o Jejum “Absoluto” em que há abstenção de alimentos e de água, sendo que para este tipo de jejum existem sérias restrições médicas; (3) o Jejum “Parcial”, no qual a abstenção dos alimentos é parcial. Quanto à duração, nas Escrituras encontramos jejuns de vários períodos de duração. É desejável que se defina previamente o tempo do jejum, começar e acabar progressivamente.
É também na Palavra que vemos diversas situações ligadas ao jejum. A profetisa Ana adorava o Senhor com jejuns e orações, Lc 2.37. Esdras apregoou um jejum para que o povo de Israel se humilhasse perante Deus, Ed 8.21. Para confessar os seus pecados, esse mesmo povo jejuou, Ne 9.1-2. A igreja primitiva orava e jejuava, buscando intensamente o Altíssimo, para tomar decisões e transferir poder, At 14.23. Jesus jejuou antes de enfrentar a tentação de Satanás, Mt 4.2, e declarou aos seus discípulos que certas castas de demônios só são expelidas pelo poder da oração e do jejum em Mt 17.21.
O jejum traz o Senhor para o primeiro plano de nossa vida e nos aproxima dele. Eu me abstenho daquilo que é mais importante e básico, como comida e bebida, para poder buscar a Deus. O jejum mortifica a nossa carne; alimenta o nosso espírito, Rm 8.13; aguça nossos sentidos espirituais, Dn 10.7. Entretanto, não podemos pensar que o jejum tenha poder de mudar o Altíssimo ou forçá-lo a fazer algo que ele já tenha dito que não faria. Inclusive, ele não se agradou de um jejum oferecido pelo povo de Israel porque foi feito com a motivação totalmente errada, Is 58.1-12.
Mahesh Chavda, em seu livro “O Poder Secreto do Jejum e da Oração”, aponta nove razões pelas quais jejuamos:
(1) Por obediência à Palavra; (2) Para humilhar-nos diante do Senhor e obter sua graça e poder; (3) Para obtermos vitória sobre tentações e ataques que nos impedem de mover-nos no poder de Deus; (4) Para purificar-nos do pecado e tornar-nos aptos para ajudar outros a se consagrar; (5) Para quebrantar-nos diante do Senhor e fortalecer-nos nele; (6) Para obter do Senhor o suporte necessário para executar sua obra; (7) Por causa de crises; (8) Para buscar a direção do Pai; (9) Para crescermos no entendimento espiritual e revelação divina.

 “21 Dias de Clamor

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

21° dia

Voltar ao primeiro amor

TEXTO BASE“Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são; e descobriu que eles eram impostores. Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido. Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio… “   Apocalipse 2.2-5 (NVI)
INTRODUÇÃOMinhas boas vindas aos  que participaram da jornada de 21 dias de propósitos  Deus é Fiel. Mas penso que há  eu falar sobre os 21 dias que acabamos de viver,  não saberão a que me refiro. Talvez você esteja apenas começando sua jornada espiritual – é o ponto de partida. Talvez você já esteja no meio do caminho. Comece de onde você está. Aos que já estão num nível alto, bem, você já sabem do se trata tudo isso e eu estou feliz que estejam aqui também.
Como avançar um pouco mais em sua caminhada espiritual, principalmente se você já está em um certo nível elevado?
Quero fazer uma pergunta – qual é o ponto mais alto da Terra? O Monte Everest – 8.840 metros. Dê uma . É um lugar espetacular. 
Você sabia que de 1.300 a 1.600 pessoas já subiram o monte Everest? Já chegaram até o topo. Há gente tentando  fazer isso desde 1921. Durante esse período de tempo, 160 pessoas ou mais, morreram escalando. Isso significa que 1 entre 8 morreram. E, por esse privilégio pagaram mais ou menos US$ 60,000; 90dias de suas vidas e 1 entre 8 não voltaram.
O que você acha disso? Há uma certa atração. Você passa a fazer parte de um Pequeno Grupo de pessoas que fizeram uma coisa única. Mas há um certo detalhe constrangedor com relação a chegar ao ponto mais alto.
Deixa eu fazer uma pergunta: – é mais perigoso subir o monte Everest ou descer sua encosta? Bem, pelo modo como fiz a pergunta, você já sabe a resposta, não é? Mais pessoas morrem descendo do que tentando subir.Podemos fazer uma aplicação espiritual a isso. Você tem que ter um cuidado extra para sair de um ponto alto.
Quero fazer outra pergunta – pensando em termos de meteorologia…  você prefere um sistema de pressão alta ou baixa? Você deve preferir a pressão alta. É onde o ar fica mais estável. Num sistema de pressão baixa, ocorrem tempestades.
Em sua vida cristã vai enfrentar picos e vales espirituais. Quando você está num ponto alto espiritualmente falando, se sente forte e sente o amor de Deus e tem energia para desempenhar seu trabalho. Quando atingi um ponto baixo espiritualmente, se sente afastado de Deus e não tem mais paixão por seu trabalho. Os altos podem ser tão bons que lhes fazem querer ficar lá a qualquer custo e ignora o fato de que os baixos são inevitáveis. Você corre o risco de cair ao descer de um ponto alto.
1. COMO É O PRIMEIRO AMOR?Salmo 34.8 – Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.O amor cria um desejo insaciável de conhecer cada vez mais a outra pessoa. O que você pode fazer para satisfazer seu desejo de conhecer a Deus, seu “primeiro amor”?
O amor lhe motiva a investir pesado no relacionamento. Quais são as maneiras pelas quais você pode “investir” em seu relacionamento com Deus?
Seu “primeiro amor” cria uma preocupação intensa em seu coração. 
Aquilo que serve como evidência de algo, que atesta a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa; que atesta ou garante uma intenção, um sentimento.
Prova é a quilo que induz à admissão de uma proposição ou da realidade de um fato.
2. COMO PODE SABER SE SEU CORAÇÃO ESTÁ REALMENTE PREOCUPADO COM DEUS?
A – NO INÍCIO EXISTE UM DESEJO DE FAZER PARTE DA FAMÍLIA DE DEUS (COMUNHÃO) Quando no início você experimenta seu relacionamento de amor com Deus, ele deseja que faça um compromisso com ele. Você o faz confessando sua fé nele, se torna membro de sua família ( a igreja), e demonstrando isso publicamente através do batismo. De que forma cada um desses passos demonstra realmente seu amor? Qual desses passos você ainda precisa dar? Deus demonstra seu amor e poder no Salmo 77.14  Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.
B. DEPOIS DE UM TEMPO VOCÊ ABANDONA O PRIMEIRO AMOR.Apocalipse 2.4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Jesus tinha uma reclamação contra a igreja de Éfeso, e nesta passagem a algo revelador sobre o amor. Não está escrito que “vocês perderam o seu primeiro amor”. Diz: “vocês abandonaram o seu primeiro amor”. É uma escolha. Na realidade, foi uma série de pequenas escolhas. Agora, alguns aqui acabaram de completar esses incríveis 40 dias.
Eles cresceram em sua fé. É óbvio que tinham um claro senso de seu propósito de vida. Serviram ao Senhor com gratidão, emoção, alegria e diligência, mas algo aconteceu. Em algum ponto do caminho, em sua jornada com Jesus, algo mudou. Não era um problema de trabalho. Estavam realizando seu trabalho muito bem. Por sinal, A Bíblia diz: “vocês fazem um bom trabalho, tem muita perseverança, grande tolerância no sofrimento”. Estavam agindo corretamente. Então, o trabalho não era o problema. Não creio que era um problema de falta de informações. Não creio que estavam pensando em coisas erradas. Tinham toda a informação correta. Seu problema era de amor. Estavam sofrendo do que posso descrever como uma instabilidade de sentimentos.Por que é impossível manter-se o tempo todo num ponto alto espiritualmente falando? 
Quais são os sinais de que alguém está abandonando seu “primeiro amor”?
Que emoções você experimenta durante uma “baixa espiritual”?
3.EM MEIO A BAIXA ESPIRITUAL O QUE ACONTECE COM A EVANGELIZAÇÃO (MISSÕES)?
Em meio a uma “baixa espiritual”, pode não sentir vontade de falar aos outros sobre Deus, mas deve se lembrar do que aconteceu com você logo que se tornou cristão de verdade, e se apaixonou por Deus! Quando compartilha as boas novas de Jesus Cristo com outras pessoas, seu amor vai reascendendo. Quando vê outros se apaixonando por Deus, participa de seus “pontos altos espirituais” também! A quem você precisa falar de Jesus Cristo? Seu grupo já orou por essa pessoa e para que Deus lhe dê uma oportunidade de compartilhar o evangelho com ela?
A. OS PRIMEIROS PASSOS NESSA JORNADA
Todos precisam entender que se cairão e se afastarão de Deus, há alguns passos que você pode dar para se arrepender e voltar ao caminho de sua jornada cristã
Apocalipse 2.5. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.Agora, olhe para o versículo 5 outra vez. Note qual é o próximo passo a ser dado . Quando você deixou o amor escapar, o versículo 5 diz: “arrependa-se”. Agora, essa é uma palavra pesada, muito pesada.
O que significa arrependimento? Será que você pensa em pregadores gritando essa palavra com a voz pegando fogo? A verdadeira definição de arrependimento é – eu reconheço que não devia estar onde estou. Por isso, vou dar meia volta e ir para onde eu deveria estar. Isso é arrependimento. A mesma verdade é encontrada em Lamentações Lamentações 3.40 Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR. A Bïblia diz: “Vamos dar uma boa olhada em nosso modo de viver e reordenar nossas vidas diante de Deus”.  Como sair de um lugar e ir para onde se quer ficar, ao lado de Deus? Primeiro, você se lembra. Segundo, se arrepende. E, terceiro , e ainda está no versículo 5 – você faz as coisas que costumava fazer no princípio.
O que você deve fazer? Dar um passo de cada vez. Procure fazer o que é certo da próxima vez. Sabe como? Você não chega à uma montanha espiritual com um passo apenas. Não vai conseguir sair de um grande vale com um passo apenas. Então o que fazer? Você vai colocar um pé na frente do outro. Dá um passo correto de cada vez e o bem estar de agir corretamente vai fazê-lo sair do vale. Filipenses 3.16  – Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.
Gálatas 5.16.Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.
2 Coríntios 8.11 11  Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses.
Estes são as ações específicas que estes versículos lhe incentivam a fazer, e haverão os resultados se fielmente agir assim mantendo seu compromissos com o Senhor. Enquanto você luta para se tornar semelhante a Jesus, qual deve ser sua atitude?
4. SEGUIR EM DIREÇÃO A MATURIDADE (DISCIPULADO)
Você deve se desafiar a reconhecer onde estás em sua vida cristã e perceber quando não estás onde deveria estar. Seguir em direção à maturidade espiritual significa agir de maneira apropriada em direção ao alvo de se tornar semelhante a Cristo. No entanto, precisa fazer alguma coisa! Que passos você vai tomar esta semana em direção a esse alvo – o compromisso de freqüentar regularmente a igreja, ou de ler a Bíblia?  Comprometa-se a dar este passo nesta semana.
Existe um ponto espiritual nessa história. As pessoas  querem ficar no pico alto espiritualmente falando, a qualquer custo. Querem ficar espiritualmente elevados, mas quero perguntar: “é possível ficar sempre no alto?” Não, não é. Se você olha para a Bíblia,  o que encontra é que a Bíblia é um desfile de altos e baixos, um depois do outro.
Veja alguns exemplos – 
Talvez vocês conheçam a história de Daniel na Bíblia, não? Alguns, não.

Daniel era muito, muito fiel a Deus – isso é um ponto alto. Mas por causa de sua fidelidade a Deus, foi jogado numa cova com leões famintos – isso é um ponto baixo. Mas os leões não o comeram – isso é um ponto alto. Vê o padrão?
Temos a história de Jonas. Ele fugiu de Deus – isso é uma queda. Foi engolido por um grande peixe – isso é uma queda. Mas o peixe o vomitou na terra seca – isso é alto ou baixo? É um altoSó tem dois jeitos de sair de dentro de um peixe.
Vamos para o Novo Testamento – você encontra Jesus e em seu batismo, ouve-se a voz do Pai – “este é meu Filho amado em quem tenho prazer”. Isso é uma subida.
O que acontece imediatamente após? Ele vai para o deserto onde passa 40 dias sendo tentado pelo próprio diabo – isso é uma queda.Mas o que acontece depois? Ele começa seu  ministério de ensino sobre o reino de Deus, a transformar vidas e a realizar milagres.  Isso é uma subida.
Mas e aí, o que acontece? Ele é crucificado. Isso é uma descida.
Mas daí, o que acontece? Ele ressuscita. E isso é uma subida. 
Então o que se aprende é que pelo fato de Jesus ter permanecido fiel a Deus tanto no alto como em baixo, é nessas subidas e descidas que você aprende a ser semelhantes a Jesus.
5. VOCÊ PODE FALHAR, MAS DEUS NUNCA FALHA (SERVIÇO)
Você precisa entender que Deus está sempre ao seu lado não interessa onde esteja, se em baixo, ou em cima.
1 Pedro 5.7 7  lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.Isto é o que Deus quer que os que crêem façam.
De acordo com o Salmo 108.4, 4  Porque acima dos céus se eleva a tua misericórdia, e a tua fidelidade, para além das nuvens. Isto mostra quando Deus lhe  ama e o quanto ele é fiel?
Quando você escolhe estar perto de Deus a despeito das circunstâncias, pode ver o quanto ele cuida da sua vida. Se você fosse compartilhar sobre uma época em que você se sentiu em “baixa espiritual”, e quando voltou-se para Deus e experimentou seu cuidado por você o que aconteceu?
Deus lhe quer em seus braços, que é o seu lugar, não importa a situação. Por que? Porque seu amor não falha nunca! 
Dê exemplos de como o amor de Deus facilmente se evidencia em sua vida quando as coisas ficam difíceis. 
Quando Deus diz: “lance sobre ele todas as suas ansiedades”, ele quer dizer todas mesmo, o tempo todo. Por que algumas pessoas teimam em relutar e não entregam seus problemas a Deus?
6. TER UM CORAÇÃO DE ADORADOR (ADORAÇÃO)
Por causa do cuidado que Deus dispensa aos seus filhos e de seu amor por você que nunca muda, ele está sempre pronto a lhe consolar quando você se desviam e a lhe perdoar quando o ofende. Sua resposta à esse amor perfeito, deve ser um coração de adorador: louvar e agradecer por Deus ser quem é.
Existem muitos meios pelos quais você pode expressar adoração a Deus.
Quais desses meios você precisa começar a utilizar em sua adoração?
Quais são as situações de sua vida que você precisa colocar nas mãos de Deus?
Utilizem um período de tempo agora para oferecer a Deus seu louvor, gratidão e confiança.
Pare um minuto para rever todos os compromissos, desafios aceitos durante a aplicação pessoal e seção de compromissos das reuniões dos Pequenos Grupos durante a campanha. Ver Deus trabalhando nas vidas daqueles que se comprometem com ele é essencial para o crescimento.
7. CONCLUSÃO, CHAMAMENTO, APLICAÇÃO PESSOAL E COMPROMISSO:
Você consegue identificar os momentos de baixa espiritual durante a campanha de 40 dias de propósitos?
E agora você está num ponto alto ou baixo espiritualmente? 
Se você está baixo, o que pode fazer esta semana para se preparar para uma subida?
Você pode desenvolver uma parceria com alguém que o ajude a se reportar sobre como você está em seu relacionamento com Deus. 
Se você está numa baixa, qual é o primeiro passo a ser dado esta semana para começar a jornada de saída desse vale.
Por exemplo, comprometer-se a freqüentar a igreja, a ler um livro da Bíblia esta semana, decorar textos bíblicos todo dia . 
Você sabe se alguém que está num período de baixa espiritual? 
Como você pode ajudar essa pessoa nesta semana?
8 – PRIMEIRO APELO – NOVAS DECISÕES POR JESUS CRISTOQuem deseja reconciliar-se com Jesus Cristo? (levante a mão e venha a frente)
9 – SEGUNDO APELO – RECONCILIAÇÃOQuem deseja reconciliar-se com Jesus Cristo? (levante a mão e venha a frente)
Você sabe, então que se não está preparado para as inevitáveis baixas na vida, espiritual e emocionalmente, você está com problemas. Mas isso não é verdade na vida? A vida é uma série de subidas e descidas. A vida tem pontos altos e baixos.
Os pontos altos são bons e os baixos são sofridos e há algo dentro de cada um que deseja somente estar nos pontos altos. Todos querem segurar o máximo possível do céu na terra.
Há na Bíblia um relato de quando Jesus esteve com seus discípulos em uma montanha e lá eles tiveram uma experiência única, espiritual, e eu acredito, emocional também. Quando Jesus estava pronto para descer, seus discípulo imploraram “será que não podemos ficar aqui um pouco mais?”
Você não consegue passar tempo demais. Não consegue preencher demais suas reservas. Não consegue oferecer sua vida o suficiente para Deus. O amor o conquista e você quer ser conquistado. Isso é um ponto alto espiritualmente falando. O estudo bíblico está acontecendo, você está lá. A adoração no culto está acontecendo, você está lá. Tem versículo para decorar, você está decorando. Se existir espuma de batismo para banheira, você está usando. Não há outro lugar em que você queira estar. Nada mais para o que queira se dedicar. Jesus Cristo é o foco total de seu coração e devoção. Esse é um sistema de pressão alta. Proporciona um dia de sol e estabilidade em sua vida. Se você já o viveu e prestou atenção, vem uma corrente de ar e de repente, um sistema de baixa pressão se forma. Nuvens e tempestades cobrem  o mapa do tempo de sua alma. A chuva e os ventos frios passam por seu coração e por sobre uma série de escolhas , e você abandona seu primeiro amor. O que você vai fazer quando isso acontecer? O que você vai fazer se já tiver acontecido? Como você recomeça a caminhada para um lugar novo na jornada espiritual que estava fazendo? Que passos você toma na queda espiritual? Bem Apocalipse 2, também nos dá as respostas: Passo 1 – o primeiro passo nessa jornada – v. 5, Jesus diz: “lembre-se”
Alguém aqui consegue lembrar de quando estava tão faminto espiritualmente que não conseguia ir embora daqui?
Você não se importava se o culto fosse muito comprido, ou se fosse de uma hora e meia, ou de duas horas. Não importava.
QUE DEUS FALE MAIS AO SEU CORAÇÃO.

ORAÇÃO DA CONCORDÂNCIA


Pai celestial, se eu for honesto tenho que admitir que tens me perseguido com seu amor por um longo tempo , agora O Senhor, provou que me ama deixando seu Filho Jesus morrer em meu lugar por causa dos meus pecados. Ele pagou o preço. E Deus, o Senhor o ressuscitou – por que? Tudo porque me amas. Pai, eu quero começar um relacionamento de amor com o Senhor. Ou, algumas pessoas podem orar assim… Pai eu quero permanecer num relacionamento de amor contigo. Apesar dos sentimentos que vão e vem, dos altos e baixos, eu me comprometo hoje, pela fé, a confiar simplesmente que vou fazer minha jornada de volta para casa, para ti. E obrigado, Pai, por me deixar saber que quando eu chegar, o Senhor estará lá para me abraçar  e me dar asa boas vindas, em tua presença para sempre. Amem.
SILVIA  M.