Dia 21 – ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO
ORAÇÃO – A CHAVE DO AVIVAMENTO
Extraído do Prefácio do Livro de mesmo nome do Pr. Paul Yong Cho
Mas a igreja orava intensamente a Deus por ele. At 12.5
… Quando iniciei meu ministério pastoral em 1958, fui trabalhar em Dae Jo Dong, um lugarejo pobre nas proximidades de Seul. Armei ali uma barraca velha, que fora do exército dos Estados Unidos, e me pus a pregar. Lembro-me muito bem de que morava na própria barraca, e passava as noites em oração. Nas frias noites de inverno, eu me cobria de diversos cobertores, e ficava a orar durante muitas horas, deitado perto do púlpito. Pouco depois, outros membros de nossa pequena igreja passaram a orar comigo. Em pouco tempo, já havia mais de cinquenta pessoas passando a noite em oração, Foi assim que iniciei meu ministério.
E foi nesta fase de formação espiritual que aprendi o que era o ministério de intercessão. Embora eu vá abordar aqui esta faceta especial da oração, é importante que compreendamos que nossa intercessão deve ser, em primeiro lugar, em favor do povo de Deus, e, por último, por nós mesmos.
Aprendemos não apenas a orar, mas também a viver em oração. Jesus ordenou que orássemos sem cessar. Mas isso é impossível para quem não está interessado em avivamento. Quem tem no coração aquele anseio de que almas sejam salvas e de que sua pátria se converta a Deus deve ter a oração como um imperativo.
Nossa reunião de oração tem início às cinco da manhã, e isso não se dá apenas em nossa igreja, mas na maioria das igrejas coreanas. Geralmente oramos uma ou duas horas e só depois deste período de oração é que começamos as tarefas do dia. E como a oração é o fator mais importante de nossa vida, aprendemos também a nos deitar cedo. Às sextas-feiras, passamos a noite toda em oração. Muitos dos que nos visitam ficam surpresos ao ver a igreja lotada para estas reuniões noturnas.
(…) Houve uma ocasião em que havia cerca de vinte mil pessoas jejuando e orando no “Monte da Oração”. Mas normalmente são três mil pessoas nos dias de semana e dez mil nos finais de semana. Por que tantas pessoas vão ao “Monte da Oração” para orar e jejuar? Será que nossos crentes não têm coisa melhor para fazer? Minha resposta para estas perguntas é simples e direta.
Se você ou um membro de sua família estivesse com câncer, e soubesse que há cura, não faria o que fosse necessário para obter a cura? Pois há inúmeras pessoas sofrendo de câncer físico e espiritual. Descobrimos que as riquezas materiais não proporcionam a felicidade e a satisfação que pensávamos que nos trariam. A solução para os problemas físicos e espirituais é a cura. Já percebemos que nossas necessidades são resolvidas em uma cidade totalmente dedicada à oração e ao jejum. É por isso que tantas pessoas vêm aqui (…)
(…) Geralmente tenho muitos problemas para resolver no decorrer do dia. E sempre oro antes de fazer ou dizer qualquer coisa. Essa é a diferença entre agir e reagir. Estudando a vida de Cristo, observo que ele sempre agia e nunca reagia. Reagir implica permitir que as pessoas, situações e circunstâncias ganhem o controle de tudo. Agir implica estar no controle da situação. Até mesmo quando Cristo estava sendo julgado perante Pilatos, o governador romano, era ele quem estava no controle das circunstâncias.
O que faço para não reagir às situações é procurar descobrir qual é a intenção de Deus para cada situação que se me apresenta. Vivendo constantemente em oração, sei que tenho a mente de Cristo. Assim, quando tomo uma decisão, sei que é da vontade dele e fico forme, na certeza de que estou agindo como ele agiria.
Na parte da tarde, fico a sós com meu querido Senhor e Salvador Jesus Cristo e passo algum tempo em comunhão com ele. Parece-me que ultimamente ele me tem afastado um pouco das atividades. Ele quer passar um tempo a sós comigo. Sei que, se atender ao desejo dele, ele me dará tempo suficiente para atender às minhas responsabilidades como pastor da maior igreja do mundo. Às vezes ouço-o chamar-me no meio das atividades do dia, e tenho de atender. Nunca sei quando vou ser afastado momentaneamente do trabalho com o povo dele, para me dedicar somente a ele. Entretanto, sei o que tem primazia para mim. A dedicação a ele vem antes de meu trabalho com o seu povo.
(…) Os pastores e evangelistas estão sempre me perguntando o que podem fazer na igreja deles para obter o mesmo crescimento a que estamos acostumados na Coreia. Contudo, logo após os cultos, eles saem para jantar fora e passam muitas horas em companhia de outras pessoas. Pela manhã estão cansados demais para orar. Há muitos anos que observo isso, em diversas partes do mundo, e então resolvi escrever este livro. Espero que aqueles que amam a Deus passem a levar a sério a ideia de um avivamento, para que aceitem com seriedade sua prática de oração.
Em nossa igreja, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, em Seul, instruímos os novos convertidos a respeito da oração. Contudo, se eu não orasse, eles não orariam também. Já que a maioria deles chega ao conhecimento de Cristo por meio dos vinte mil minigrupos, ali mesmo recebem ensinamento com relação à suprema importância da oração.
(…) Em nossa igreja, estamos completamente comprometidos com a busca do avivamento e o crescimento da igreja até a segunda vinda de Jesus Cristo.
Em 1982, ganhamos 110 mil pessoas para o Senhor. Desses, só conseguimos absorver cerca de sessenta mil em nosso meio. Assim sendo, demos as outras igrejas evangélicas um total de cinquenta mil novos membros.
Em 1983, tivemos um total de cento e vinte mil novos convertidos. Por que tantas pessoas são salvas numa só igreja? É que já percebemos a importância de se cultivar e manter uma vida de oração. Se pararmos de orar, o avivamento se desvanecerá. Se continuarmos a orar, acredito que toda a Coreia pode ser salva.
Estou firmemente convencido de que esse tipo de avivamento pode ocorrer em sua igreja, leitor. Não existe campo difícil demais para o Espírito Santo. Não há igreja que esteja totalmente morta. Não existem países fechados para o evangelho. O segredo de tudo é a oração.